terça-feira, 12 de junho de 2007

Exploração do trabalho humano

O neoliberalismo concedeu poderes cada vez maiores as corporações que atuam em escala global. Algumas dessas corporações para suprir os mercados dos EUA, Brasil, Inglaterra, França, entre outros países capitalistas, instalam suas operações em países emergentes ou com pouco desenvolvimento industrial.
As corporações conseguem através do Estado uma série de benefícios para colocarem suas industrias em países com abundância de recursos naturais e mão-de-obra barata.
O Estado age como aparelho particular dessas corporações, em vez de proteger a população, permite que as leis trabalhistas sejam violadas, fazem a segurança das instalações corporativas, oprimem conflitos populares, criam todas as condições para que as corporações tenham lucros elevados.
Os produtos consumidos nos mercados capitalistas e que podem chegar a mais de $ 140, não chegam a custar $ 1 de salário, na realidade, em muitos casos não são superiores a alguns cents de dólar. As corporações exploram prioritariamente grupos femininos, com idade entre 16 a 25 anos de idade, mulheres que não constituíram famílias e com maior facilidade se submetem aos salários baixos.
Algumas corporações que abusam do seu poder econômico para explorar os recursos naturais e o trabalho humano no terceiro mundo, estão envolvidas, muitas vezes, com campanhas internacionais, financiando projetos ambientais e sociais. Elas utilizam essas campanhas para promover o marketing da corporação na responsabilidade ambiental ou social.
A responsabilidade da exploração nos países emergentes, trabalho infantil e adulto, negação de trabalho digno e salários justos, má qualidade de vida, é principalmente das corporações. Contudo, a sociedade civil, o conjunto das instituições e dos indivíduos de uma sociedade, precisa compreender que as ações promovidas pelo neoliberalismo para diminuir os direitos sociais e trabalhistas, para ter maior controle sobre as economias nacionais, gradativamente passam a beneficiar um pequeno número de indivíduos, avançando cada vez mais sobre um número maior de pessoas. Quando tempo demorará em chegar a cada um de nós?